O que a venda ensina ao marketing.

Atualizado: 24 de set.
O conhecimento que trouxe da corretagem para a construção de estratégias.
Eu não deixei a venda para fazer marketing. Levei para o marketing tudo o que aprendi sobre cliente, produto e decisão de compra.

Aprendi sobre público conversando com o público.
Minha trajetória começou na corretagem. No contato direto com os clientes, conheci dúvidas, desejos, inseguranças e objeções que nem sempre aparecem em uma apresentação de produto.
Venda exige técnica, mas também exige escuta. Essa convivência com quem está tomando uma decisão importante continua sendo parte da profissional que sou hoje.
Depois, aprendi a olhar para a operação.
Com a gestão, já não bastava pensar apenas no meu desempenho. Precisava ajudar outras pessoas a desenvolver o seu trabalho. Vieram processos, treinamento, acompanhamento, metas e a responsabilidade sobre uma equipe.
Foi nessa fase que comecei a enxergar o mercado para além da venda individual. Um bom resultado depende também das condições que a operação cria para quem atende o comprador.
O contato gerado é um começo, não uma conclusão.
Quando passei a atuar com marketing, eu sabia o que acontecia depois da captação. Sabia quais perguntas chegavam ao atendimento e como o corretor precisava apresentar aquele produto.
Essa experiência me ensinou a não olhar somente para o volume de contatos. Mensagem, posicionamento, abordagem, CRM e retorno do comercial também fazem parte da conversa.
As etapas continuam comigo.
Corretora, gestora, empresária e comunicadora não são identidades que precisei abandonar para assumir uma nova. São perspectivas diferentes do mesmo mercado.
Hoje, como cofundadora e diretora de marketing da Movimobi, é essa combinação que utilizo para participar da construção de estratégias. Minha trajetória completa ajuda a explicar por que sempre volto à mesma pergunta: o que precisamos entender sobre o negócio antes de comunicá-lo?



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